6 de setembro de 2012

A importância do domínio da língua inglesa para a qualificação profissional

*Publieditorial

Afirmar que é extremamente necessário estudar inglês para quem pretende adquirir uma boa qualificação no mercado de trabalho já se tornou um clichê da persuasão, quando o assunto é planejamento de carreira, bem como a importância do idioma em questão.

Porém, com isso, não quero dizer que tal afirmação seja um mero formalismo argumentativo por parte das empresas planejadoras de carreiras, cursinhos pré-vestibular, profissionalizantes e preparatórios para concursos diversos. Isto é, embora o argumento de que estudar inglês ajuda a fazer a diferença na vida profissional de um indivíduo seja tão repetidamente difundido em toda parte, isso não significa que a sua essência venha a se desgastar.

Muito contrastivamente, as circunstâncias atuais do mercado de trabalho demandam, cada vez mais de imediato, o conhecimento profundo da língua inglesa, embora muitos repitam esta afirmativa de modo acrítico e irrefletido, por uma simples indução das recorrências. Ademais, venho percebendo que o inglês já deixou de ser um diferencial e tornou-se um pré-requisito importantíssimo, embora alguns ainda não tenham dado conta disso. Até as décadas de ’80 e ’90 (aproximadamente), era comum as pessoas dizerem “Poxa, é bom estudar inglês, pois é um conhecimento a mais”. Mas hoje o mundo se reconfigurou e ouve-se dizer “Meu Deus!!! Preciso urgentemente estudar inglês, pois o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo”. Notou bem a diferença?

Mas afinal, mais especificamente falando, qual a necessidade de estudar inglês e de que maneira o domínio de tal competência pode ser impactante no aprimoramento de um profissional, bem como para o progresso de uma sociedade em seus diversos âmbitos, a saber: tecnológico, científico, telecomunicações, mídia em geral, dentre muitos outros?

Antes de tudo, falemos primeiramente, sobre o domínio da língua inglesa, associada à empregabilidade na área do curso de letras com Inglês.

Bem, ao contrário do que muitos pensam, ao se formar em letras, o graduado não estará irremediavelmente fadado a lecionar em escolas. Além de ser professor, o qual é o objetivo central desse curso de graduação, o recém-formado também pode experimentar outras possibilidades altamente promissoras, como ser tradutor e intérprete. Em caso de preferir traduzir textos especificamente pertencentes ao setor jurídico, o profissional pode se especializar e exercer a função de tradutor juramentado, o qual é aquele que é um tradutor de extrema credibilidade, além de profundo conhecedor do idioma (é claro), e que estará (basicamente) encarregado de traduzir documentos exigidos pela legislação brasileira, e que estão em língua estrangeira. Quem preferir exercitar seus dotes artísticos e mergulhar no mundo da indústria do entretenimento pode saborear as delícias da arte da dublagem e, até mesmo, se tornar célebre por dar a sua voz a vários personagens, em versões brasileiras, desde séries televisivas a de grandes produções cinematográficas hollywoodianas. Ainda, neste mesmo ramo, você também pode ser um legendador.

Mas, quanto ao mercado de trabalho em geral, qual a influência do inglês?

Não há dúvida de que fazemos parte de uma sociedade industrializada e, acima de tudo globalizada.

Sendo assim, em uma sociedade em que a transformação e dinamismo são previsíveis e que tem como repetividade a constante inovação, devemos lembrar que a “mola-mestra” para o seu progresso é a troca de informações através do contato sempre atualizado entre as diversas globalizadas e de primeiro mundo. Tais informações envolvem as implementações tecnológicas e científicas, além das novidades midiáticas. Então, acredito que todo e qualquer profissional, em suma, deve sempre estar com o seu inglês afiado e atualizado, a fim de acompanhar as mudanças meteóricas pelas quais o cenário mundial passa.

Na prática, essa habilidade facilitará na leitura de manuais, tratados, livros, tutoriais em língua estrangeira. A vantagem em pesquisar sobre um determinado assunto no idioma original é absorver o conteúdo sob o ponto de vista do autor, o qual é o formulador de uma determinada teoria ou conceito. Com isso, a facilidade de interpretação do texto dependerá da objetividade da linguagem do autor, bem como da habilidade interpretativa e cognitiva do leitor, além de sua familiarização com o assunto em pauta. Caso, uma obra já tenha sido readaptada, pelo menos ela estará menos sujeita a distorções, por ter sido submetida a uma transcodificação de um texto da língua original para outra (tradução). Como se não bastasse, o bom domínio da língua inglesa permitirá que o profissional entre em contato com seu colega do ramo o qual seja estrangeiro, sem precisar de um tradutor ou intérprete. Outra vantagem é ter a maiores chances de participar proveitosamente de um programa de intercâmbio cultural, além de estudar numa universidade ou fazer um curso profissionalizante, ou até mesmo, crescer profissionalmente no exterior, seja pelo aprimoramento na área a qual você já atua no seu país de origem, ou através da acessibilidade a outros repertórios de empregabilidade.

Enfim, aprender inglês é muito mais que estudar gramática, é ressignificar a sua em um novo veículo de interação social e de interconexão global.

Texto: André Cerqueira

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

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