24 de julho de 2012

Além do sotaque britânico – Londres parte 1

 Para os padrões brasileiros, existem poucas cidades que podem ser chamadas grandes ou metrópoles na Europa. Em nosso país, estamos acostumados a ter capitais com mais de três milhões de habitantes e assim por diante, enquanto na Europa, um milhão de pessoas já é um grande motivo para nomear a cidade como a maior e talvez mais importante do país. Mas, no Reino Unido temos um exemplo perfeito que contradiz com graciosidade este aspecto: Londres, capital da Inglaterra, Reino Unido.

No Brasil, a população se concentra mais na costa do país, onde a acessão financeira pode dar mais resultado. Já na Europa, porém, a população não tem com tanta freqüência essa necessidade de migrar para cidades financeiramente mais abastadas e isso faz com que existam muitas cidades pequenas, não muito distantes uma das outras por todo o território nacional. Por outro lado, em Londres, os mais de 7,5 milhões de habitantes fazem dela uma “megalópole” com a segunda maior área urbana de toda a Europa. Assim, para conhecer bem Londres, sugiro que reserve algumas semanas, afinal, tem muita coisa para ver e experimentar.

Por ser a capital da Inglaterra e conseqüentemente também do Reino Unido, Londres atrai visitantes do mundo todo, quer seja para turismo apenas, para estudar e trabalhar ou para morar mesmo. É notável a grande quantidade de pessoas oriundas de todas as partes do mundo compondo o quadro de moradores da cidade. A diversidade cultural de Londres é mesmo muito grande e gritante! Você vai ouvir vários sotaques diferentes, pessoas diferentes, lugares diferentes, enfim, muito a desbravar.

Uma das coisas que mais chamam a atenção de pessoas que querem morar em Londres é o tão famoso sotaque britânico. Muitos o acham charmoso e é um desafio para superar e aprender. Como se trata de um reino muito tradicional, o ar de superioridade, cultura e costumes típicos é mantido desde muitos séculos e os londrinos têm muito orgulho disso. Enquanto na América eles têm o costume de dizer “God save America” (Deus salve a América) no Reino Unido eles fazem questão de lembrar “God save the Queen” (Deus salva a Rainha).

Se você está na Europa e quer chegar a Londres por terra, sugiro as linhas expressas da Eurolines (www.eurolines.com) que te deixam no centro da cidade. Há uma linha especial que vai de Paris até Londres, sendo que ao chegar ao limite terrestre da França, você é levado de balsa até o território britânico para assim continuar a viagem em outro ônibus. É uma aventura digna! Pelos ares, é melhor pegar um vôo que vá para o aeroporto de Gatwick, que apesar de ser mais distante recebe vôos mais em conta e, além disso, há linhas de trem que vão direto para Londres passando por várias cidadezinhas inglesas legais de ver mesmo que pela janela do trem.

Chegando a bastante conhecida Victoria, estação bem centralizada em Londres, onde provavelmente vai ser o seu ponto de partida, a primeira coisa que você deve providenciar é o passe do metrô. Você escolhe de quantos dias o mesmo vai ser e assim poderá usar o transporte público quantas vezes você quiser durante todo o tempo que passar em Londres. Neste momento, porém, não aconselho utilizar o transporte e sugiro uma boa caminhada pelo bairro que é muito bonito e surpreendente. No meu caso, por exemplo, depois de ter dado uma volta no quarteirão para fazer o reconhecimento da área, resolvi seguir à esquerda (por pura intuição) da Estação e, de repente, quando menos esperava já estava no Palácio de Buckingham, o que foi uma grande surpresa para mim. O palácio é a residência oficial da família real e já que você está lá você deve aguardar a troca oficial da guarda real.

A mesma acontece em horários agendados e é quase uma festa. Dos portões do palácio você conseguirá ver os horários, que sempre mudam com freqüência. Mas caso não dê para esperar, você pode esperar nos portões para que veja a troca dos sentinelas que acontece de hora em hora e não é tão interessante assim, não tem cavalaria ou nem uma outra atração, mas já é alguma coisa. Os portões do palácio são enormes e dourados. Da sacada do Palácio, a Rainha Elizabeth faz os seus pronunciamentos à nação e se você tiver muita sorte, poderá ver algum dos membros da realeza deixando o castelo num dos seus carros luxuosíssimos.

O local está sempre cheio de visitantes e em período escolar, há muitas excursões, então, não se assuste com a grande quantidade de alunos de escolas de outros países sob a orientação de uma professora que parece conhecer tudo de Londres. Geralmente, ficam em volta do Victoria Memorial, no centro do local, bem em frente do palácio. É muito lindo o local e você poderá tirar várias fotos, tanto porque neste local sempre vai haver pessoas pedindo que você tire fotos para elas.

Chega de tantas fotos da casa da Tia Beth e vamos explorar um pouco mais os arredores. Muitos não acham o palácio em si interessante, mas com certeza o que os arredores oferecem é muito recompensador! Por exemplo, o St. James Park que é o parque real mais antigo de Londres e fica logo à esquerda do palácio. Fica aberto ao público e é muito bonito. Vale a pena uma boa caminhada entre a área verde. É grande o suficiente para abrigar várias aves e atrair estudantes para fazer dali um campus de interação. Visitantes também se deitam no gramado e aproveitam bastante quando o dia é de sol.

Agora se quiser utilizar um pouco o seu ticket para andar menos, fica a critério, mas ir andando é sempre bom porque o local é muito bonito. Vamos ao símbolo mais conhecido de Londres; o Big Ben. A estação de metrô mais próxima é retrocedendo um pouco em direção a Victoria, mas se preferir andar já estará na metade do caminho praticamente e precisará apenas sair do St. James Park e seguir o fluxo em frente do palácio. De Metrô, pegue a linha que vai para Westminster. O curioso é que esta estação fica exatamente em baixo do Big Ben. Se estiver andando, logo você vai avistar o relógio e poderá ir seguindo, não tem como se perder.

Muito se fala do Big Ben, mas se esquecem da Torre de St. Stephen e das casas do parlamento britânico que ficam todos ali juntos, como se fossem um único monumento, mas não são. Para completar, a localização é perfeita, pois o Big Ben fica ao lado do Rio Thames e há, é claro, uma bela ponte que liga um lado ao outro deixando assim um belo cartão postal. Há passeios no Rio Thames também que se tiver tempo e dinheiro vale à pena conferir. Mas o que com certeza você não deve deixar de experimentar é uma volta na London Eye que fica apenas do outro lado do rio, apenas cruze a ponte e estará lá.

A London Eye é a maior roda gigante da Europa, mas era a maior do mundo quando foi levantada em 1999. A primeira pessoa a andar nela oficialmente foi, é claro, a rainha Elizabeth e foi um evento e tanto, pois, foi durante os festejos de ano novo de 1999 para 2000.  Do alto da London Eye, se o tempo estiver bom, é possível ver toda extensão de Londres e rende também uma belíssima foto do parlamento visto de cima. A roda gigante é composta de várias cúpulas de vidro bem resistente possibilitando assim a visualização por todos os ângulos. Em média cabem vinte pessoas em cada cúpula e uma volta completa leva cerca de meia hora. A roda não para de girar. Quando a cúpula vem chegando, os “tripulantes” que deram a volta saem e na cabine da frente os novos entram e assim segue o dia todo. Você dá apenas uma volta e paga £18, mas vale muito à pena. Antes de embarcar, você tem que pegar uma fila enorme para um cineminha. Isso mesmo, antes de dar a volta na London Eye, os visitantes são levados a uma breve sessão em 4D sobre a construção e história da London Eye. Após isso, agora você enfrenta a fila imensa para entrar na Roda Gigante. Não se preocupe, todo esse contratempo vai ser recompensado. Após a sua volta na London Eye, gaste alguns minutos nos jardins que ficam logo em frente do monumento, bem ao lado do “cinema”. Neste jardim você pode, assim como muitas pessoas, ficar admirando as construções que ficam ao longo do Rio Thames, como o correio britânico, por exemplo, que, durante o dia é ordinário como outro qualquer, mas à noite ele se destaca com jogo de luzes.

Estamos apenas no começo da viagem por Londres e com certeza ainda há muito mais para ver e experimentar. Londres vai surpreender você a cada esquina. Não perca a chance de conversar com as pessoas nativas, além de você ouvir um sotaque originalíssimo britânico, poderá ver a cidade com os olhos de quem mora lá. Ande bastante pela capital britânica e não se esqueça de antes de atravessar a rua olhar para o lado esquerdo.

Texto e Imagens: André Oliveira

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

Uma Resposta para “Além do sotaque britânico – Londres parte 1”


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    Rafael
    Responder 28. jul, 2012 at 5:15

    Inveja, rsrsrs. Se Deus quiser estarei por Londres em 2013.
    Boa sorte por aí carinha.