14 de junho de 2012

O que fazer em Budapeste?

 Assim como todas as cidades do leste europeu, Budapeste é uma capital completamente charmosa, com estilo e arquitetura do século XV, aspectos bem chamativos para qualquer visitante que busque um bom lugar para explorar com cultura no ar e harmonia entre a Europa antiga e moderna em cada esquina.

Mesmo com a fraca economia do país, é sempre importante e válido economizar ao máximo e, não importa que quantia você converta em moeda local, você sempre acabará com muitas moedas enormes nos bolsos. Em Budapeste, como na maioria das cidades européias, há cartões de transporte público que são válidos por uma quantidade específica de dias e com um preço mais acessível, mas, é importante notar que se você ficar hospedado no coração da cidade, talvez nem precise comprar ticket para metrô, pois a maioria das atrações se concentram ao redor do centro da cidade, distâncias facilmente “andáveis”. A menos é claro, que você se interesse apenas por castelos e alguns memoriais que são um pouco mais distantes e como não são tantos, apenas um bilhete avulso resolverá o seu problema. Lembre de comprar seus bilhetes diretamente nas estações de metrô espalhadas por toda cidade e não dos muitos cambistas que abordam o turista estrangeiro como uma infestação de formigas no mel. Se preferir pegar um táxi, evite pegar os que não são registrados. Há por toda cidade vários táxis clandestinos, mas, é fácil identificá-los pela falta de logo neles, é só ter atenção.

A praça dos heróis, famosa mundialmente, abriga dois dos principais museus de Budapeste, o Museu de Arte e o Museu de Arte Contemporânea, que valem super a pena conhecer, pois, ambos trazem a cara da Hungria e sempre há neles alguma exposição especial abordando algum aspecto específico. Apesar do Museu de Arte Contemporânea ser bem pequeno (contei apenas cinco salas), ele é muito rico em história, então, aproveite para ver minuciosamente cada cantinho dele. Há também o Museu Etnográfico, que abriga coleção impressionante de fotos e galerias maravilhosas sobre, entre outros, como os povos são vistos. Infelizmente, não há tradução para o inglês de todas as informações que constam lá, então, aconselho fazer um amigo húngaro para ir com você e servir de guia ou comece a estudar a língua húngara.

Em todo lugar do mundo, turistas são sempre encarados como fontes seguras de garantir um bom negócio financeiro para os nativos, principalmente num país como este, onde o nível social e financeiro é mais baixo. Durante a sua caminhada, principalmente nos pontos turísticos, muito lhe será oferecido. Muitas dessas propostas são claramente duvidosas, já outras, nem tanto. Por isso, o conselho é sempre ficar atento e tentar ao máximo não negociar com cambistas ou pessoa física de qualquer sorte. Há muitos “negócios” em Budapeste que sobrevivem da exploração ao turista, apesar do alerta ser bem expresso, inclusive nos albergues ou hotéis que estão vez após vez orientando os recém-chegados no país a não aceitarem propostas de festas privadas ou “showzinhos” reservados, pois, eles não poderão ajudar caso você tenha algum objeto importante roubado, ou esteja sendo extorquido. Então, se não quiser passar boa parte da sua estadia no leste europeu na delegacia dando queixa e prestando depoimento, melhor evitar de verdade.

Ao longo do Rio Danúbio que separa, as outrora cidades distintas, Buda e Peste, há vários restaurante de diversas nacionalidades que valem super a pena, inclusive um restaurante brasileiro. Contudo, imagino que seu objetivo em visitar outro país não seja o de comer a comida típica brasileira de lá. Deste modo, não deixe de procurar restaurantes ou tentas (espalhadas por toda cidade) que sirvam o famoso goulash, que é um guisado de carne delicioso.

Se você se interessa por vida marinha, não deixe de visitar o Tropicarium, que é o maior aquário marinho do Leste europeu e que abriga enormes tubarões, raias, crocodilos e muitas cores vivas em vida marinha. A entrada custa apenas o equivalente a 10 euros e é garantia de aproveitamento completo!

Ao longo da divisa entre Buda e Peste, eu consegui contar pelo menos sete pontes ligando um lado ao outro e todas são muito lindas. A mais bela e famosa delas é a Széchenyi Lánchíd. É importante separar um dia inteiro pelo menos para andar ao longo do Rio Danúbio e aproveitar todo o percurso. Para começar, o Castelo de Buda, apenas 48 metros acima do Rio. Aconselho a visita noturna, pois, as luzes farão a beleza do castelo se ressaltar. Durante o dia, ele se assemelha bastante com as outras construções de época por toda parte. Aproveite a ida ao Castelo e visita a Bastilha dos Pescadores, que fica logo abaixo do mesmo e parece outro castelo encantado, como o dos contos de fadas. Renderá boas fotos, porém, este é melhor durante o dia.

Curiosamente, em Budapeste existe um cemitério sem mortos. Isso mesmo! O local reúne apenas estátuas do regime comunista que, antes da queda dos soviéticos, ficavam espalhadas por toda cidade! Essa atração é um pouco distante. Aconselho pegar um ônibus que sai da estação de trem Fehervari ut. Utilize a linha número 4 e não demorará muito para chegar.

A vida noturna de Budapeste é fantástica e não deve jamais ser passada em branco. Além das muitas boates espalhadas no centro da cidade e nos bairros mais nobres, há vários pubs modernos que têm todo o requinte da antiguidade e super confortáveis. Geralmente, eles têm música ao vivo. Tive a impressão de ter ouvido mais Jazz do que qualquer outro estilo musical sendo tocado. Infelizmente, são poucos os pubs que não têm hora pra fechar, mas, com certeza sua noite no estabelecimento está garantido até pelo menos 01:00 da manhã.

De todas as cidades do Leste que conheci, Budapeste é onde eu mais pude encontrar propaganda de shows adultos, em quase todas as esquinas, sem muito pudor, direto ao ponto e de forma discreta. Há mais Night Clubs, do que boates, propriamente dito, na capital, mas recomendo a Club Help, que é muito aconchegante e você pode ficar de boa tranquilamente, caso não queira dançar, o que também não aconselho caso esteja sozinho, pois, logo algum indivíduo se aproximaria fazendo alguma proposta um tanto indecente, o que, por sua vez pode ser bom ou não, depende de você.

Se for verão, parabéns, você terá a oportunidade de presenciar vários festivais de verão simultâneos. O maior e mais famoso é o Zöld Pardon: vários estilos, cantores, atrações, enfim, não se deve perder.

Budapeste vale super à pena para você que quer conhecer história, arte, cultura e também quer se divertir. Ela oferece tudo isso e mais um pouco, talvez um pouco até demais. Porém, permita-se deixar a cidade surpreender você e, assim, você deixará a cidade já morrendo de vontade de voltar.

Fotos e Texto: André Oliveira

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

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