22 de julho de 2010

Jean Charles e nossas ilusões estrangeiras


A realidade de um fato ocorrido há anos, como foi a que a mídia tratou de retratar, foi a história do Jean Charles, até então mais um dos milhões de ilustres desconhecidos pela maioria dos brasileiros. Desconhecido até a repercussão mundial de sua morte, no dia 22 de Julho de 2005, morto com sete tiros pela polícia secreta britânica por ter sido confundido com um terrorista no metrô em Londres, na Inglaterra.

Ele trazia consigo algo que o aproximava muito do que muitos dos brasileiros trazem consigo ao embarcarem rumo ao estrangeiro. Eles visualizam no exterior a grande oportunidade de melhoria de vida, combustível este que move a maioria dos brasileiros que buscam “tentar” a vida longe da terra pátria.  Levados por tal pensamento, muitos se aventuram em função do dinheiro, em que sacrificam suas vidas, com pesados trabalhos diários por um salário “injusto” pago a aqueles que entram no país, mas que preferiram viver na ilegalidade, ao invés de voltar para o país de sua pátria, chegando até dividir um cubículo, muitas vezes chamado de lar, com um número elevado de pessoas, privando-se do conforto.

Veja ao trailer do Filme:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1jNuJpMUIzY]

As experiências vividas por Jean Charles e o modo como nos foi passada em sua autobiografia cinematográfica, interpretada por Selton Mello, nos faz refletir e muito acerca de milhares de outras histórias que se dialogam entre si; uma mistura de história que em sua essência conta histórias existentes de estrangeiros perseguidos, mas que ao mesmo tempo é procurado por aqueles que buscam mão de obra barata e qualificada, quase escrava, mal vistos pelos estereótipos criados pela sociedade em geral, sempre pré-conceituados, ou submetidos a sub empregos, aqui já destacados, e por muitas vezes, são expostos a uma dura realidade, irmãos de pátria, que lá são tratados como apenas como emigrantes.
Leia também, Jean Charles não é um herói, em resposta a este artigo.
Muitos partem em direções diferentes, deixando pra trás suas raízes, culturas, e seus familiares, para uma dita “melhor vida” do outro do oceano atlântico. Familiares estes que permanecem aqui, aguardando por notícias e contatos destes emigrantes que partem, sem saber quando voltam. Certo é que muitos destes emigrantes saem do país em busca de novos horizontes, mas, que ao fim de sua jornada, uma parte destes não consegue ou retorna trazendo em suas bagagens, experiências não tão positivas, deixadas pelas marcas e lições de vida, que a vida tratou de se encarregar de ensiná-los. Alguns conseguem a façanha de morar anos, e não dominar de fato o idioma local. Infiltram-se em comunidades brasileiras, e apenas sobrevivem.
Alguns traços de sua vida, na ótica registrada pelo diretor, brasileiro radicado em Londres, Henrique Goldman. A partir das informações e dados cedidos pelos amigos e familiares. Com a função muito além do entretenimento aos milhares de brasileiros, mas, que nos traz o grito de justiça, pela solução do caso e para que os responsáveis pelo acontecido sejam penalizados pelos seus atos.

Para aqueles que desejam se “aventurar” em Londres na Inglaterra, recomendo que assista ao filme e que acompanhe ao blog/site Pra ver em Londres que nos traz informações sobre a cidade, administrado por um casal de jornalistas brasileiros que vivem em Londres. O filme nos presenteia com a história de vida do J.C em que podemos visualizar também nas entrelinhas de cada cena, os sonhos, as ilusões, as dificuldades de brasileiros que buscam no Exterior o que não conseguiu e não conseguem no Brasil. Estas mensagens que estão nas entrelinhas de cada uma das cenas, nos enriquecem de detalhes e informações pertinentes, principalmente, para aqueles que têm o interesse de conhecer, trabalhar e/ou estudar no país. Pode-se visualizar também hábitos da cidade (como por exemplo, como atravessar a rua, que é muito diferente daqui do Brasil), possíveis trabalhos que você certamente encontrará (trabalhar em construção civil, como garçom/garçonete, lavador de carros, entregador de panfleto), além de mostrar as coisas boas, também mostram as possíveis dificuldades vividas pelos brasileiros, entre elas como lidar com a saudade dos familiares e amigos, as conseqüências da falsificação do visto de permanência, e etc.
*Texto escrito e revisado por: Ana Carla Nunes (acnpereira@hotmail.com) e Cidilan da Apresentação Silva (cidilan_04@hotmail.com).

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

2 Respostas para “Jean Charles e nossas ilusões estrangeiras”


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    Raiza Gomes
    Responder 05. ago, 2010 at 3:39

    Aaah laaw , adorei essa materia. to querendo muito assistir o filme , vi o trailer e achei bem interessante.
    e tbm futuramente penso em ir la em londres visitar meu tio.. ai ja fico por dentro né ?! haha
    você ta de parabeens …
    Êta garoto pra me dar orgulhooo !
    beeijos e continue assim brilhando 😀


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    Lucas Alves
    Responder 05. ago, 2010 at 14:10

    Obrigado Raiza, o filme é muito bom mesmo, que legal, quando você for à Londres quero um depoimento seu.
    Abraço.