15 de junho de 2010

Pesquisa: Como andam os atendentes com o inglês, na ponta da língua?

Recebemos algumas sugestões de matérias enviadas ao nosso e-mail  por alguns leitores, e seguindo a estas, fizemos algumas ligações para os principais hotéis que ficam nas redondezas do centro de Salvador, aqueles que possuem uma diária mais convidativa, mas bem aconchegante com a intenção de verificar como anda o atendimento ao cliente estrangeiro, pesquisa esta feita há dois anos, mas em português, quando fui fazer uma pesquisa de campo para obter mais informações, tempo este que ainda estudava Turismo e Hotelaria. Primeiramente, analisamos o fator mais importante dentre eles, a comunicação que neste caso é o domínio da língua estrangeira, em seguida o interesse e dedicação por parte dos profissionais em atender e solucionar a problemática criada, diga-se de passagem, proposital. Estudo inglês por cerca de quatro anos e meio, e me passar por um estrangeiro não foi tão difícil, fiz uma ligação como se eu estivesse interessado em me hospedar num destes hotéis, queria algumas informações sobre localizações, diárias, espaço físico, o que está incluso no pacote, (TV, Ar condicionado…) etc. Mas, não saímos do básico, do atendimento.
Em todas tentativas, no começo da ligação, as atendentes cantaram como em coro “Tal Hotel, Fulano, Boa tarde!”, contudo, não conseguimos chegar muito longe no decorrer da pesquisa.  Na primeira ligação, a atendente afirmou não saber o idioma, “eu não sei inglês não… tem uma pessoa aqui falando inglês”, disse a atendente falando com o outro (provavelmente) atendente, mas que ao fundo não ajudou em nada chamou, ou melhor, gritou uma terceira funcionária que demorou minutos, mas como tempo é dinheiro, e na vida real isso conta muito, se ligassem 30 turistas internacionais que somente falasse inglês, era certeza que todos os hotéis em questão nesta pesquisa perderiam a oportunidade de lota suas dependências.
Numa segunda tentativa de conseguir um lugar para me hospedar, supostamente, após o tom de voz da atendente robotizado, identificando o estabelecimento, disparei de forma pausada, mas natural “Hello, I’d like some pieces of information about this hotel. I’d like to know more about this hotel. Can You speak English?“* (*Tradução: Olá, gostaria saber mais sobre este hotel. Você fala Inglês?), a mesma não fez o mínimo esforço para me ajudar, a única coisa que se ouviu dela foi um “não” de uma forma ríspida, não esperando nenhum tipo de reação minha, quem sabe o gringo aqui, poderia ariscar um português, mas desligou instantaneamente. Liguei para outro hotel, falei, mas, a atendente disse que não falava inglês e bateu o telefone. Não foi muito diferente no outro estabelecimento de hospedagem, mas esse me surpreendeu, pelo uso de um FUNCTIONAL LANGUAGE* (*Aquelas frases já prontas, que todos deveriam saber), ou pelo menos deveria ser um: “Eu don’t speak English, Senhor!”  disse.
Em conclusão, sabemos que não é comum os estrangeiros se hospedarem nestes hotéis, os mesmos preferem os albergues e/ou hostels, assim conhecido em todo o mundo, pousadas, e afins, mas ainda assim, coloco em questão a localização dos mesmos. Não é totalmente nula as possibilidades de um gringo se hospedar no mesmo, principalmente, pela espera de um dos maiores eventos do mundo, que acontecerá em 2014 em que Salvador também sediará os jogos da copa, o que se espera é um elevado número de turistas. O hotel perderá, com certeza, muito dinheiro, isso por que seus administradores não investem no seu quadro de funcionários, não havendo motivações para que os mesmos se qualifiquem para o novo mercado que se abre até a próxima copa. Por isso, ressalto a importância de um profissional, entre os outros,com um idioma estrangeiro (inglês), este que vem sendo o diferencial no mundo atual.

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

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