28 de maio de 2010

O preconceito um discurso carregado

Olá, pessoal
É visível que o preconceito, atualmente, em nossa sociedade é muito debatida, principalmente, quando retratamos e temos como o tema a questão racial. Sabemos o quanto sofremos anos após o descobrimento e a configuração do território brasileiro, e que continuamos a sofrer, principalmente com o estereótipo do branco subjugando e trazendo sua forma de vestir, de pensar e imprimindo cada vez mais sua identidade, sobre a nossa, desvalorizando nossas raízes.  Há dias venho tendo a oportunidade de participar de discussões sobre a temática do negro na sociedade tanto em eventos quanto em sala de aula na faculdade, e isso só tem aberto minha visão sobre o mundo, mas preservando e trazendo o meu ponto de vista sobre tais assuntos.
A mídia exerce uma forte influência na sociedade, colocando Salvador (a capital do estado da Bahia) capital  esta que possui um número elevado de negros fora da África, no ritmo das diferentes mídias, buscando o fortalecimento da estética européia, observando-se os traços em sua mecha alouradas, na prancha e escova domando os rebeldes fios, e por sua vez o mercado de trabalho re-afirma seu interesse em funcionários que se aproximem mais ao de cor clara, de cabelos lisos, estética esta que se distância do cabelo rebelde, da cor das sombras, em um tom mais “black”.
O discurso em defesa do preconceito racial deveria ser extinto de nossas realidades. Principalmente, por todos termos raízes de diversas partes do mundo, por essa miscigenação entre as diferentes existentes, podendo visualiza em nossa sociedade traços dos nossos colonizadores, dos negros aqui trazidos, dos imigrantes que aqui chegaram, e pelos índios que aqui estavam.  O que acontece é que ao invés de tentarmos acabar com o preconceito racial, propagamos cada vez mais sua prática e ampliamos esta temática com uma pitada a mais de preconceito, além de criar subdivisões dentro do próprio grupo dos “baixa renda”. Subdivisão que traz uma nova forma de pensar acerca da sociedade, uma mescla de pobre com negro e pobre com branco. Quem sai ganhando nesta briga de braço?
Que exponham seus pontos de vista acerca do tema, mas que busquem respeitar o outro, que por muitas vezes carrega em seu discurso carregado, o preconceito contra o branco, nas entrelinhas destas falas. Somos todos, a mistura étnica e cultural, por que subdividir algo tão diversificado?

Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

Sem comentários até agora... Seja o primeiro a deixar uma resposta!