15 de dezembro de 2009

Entrevista Sobre Mochilão- Verônica Farias

Hoje temos uma convidada ilustre em nosso blog, a Verônica Farias, amiga de hobbies, entre eles mochilar e blogar. Umas das pessoas que me espelho, pela sua determinação, garra e força de vontade de conhecer o mundo, em que motiva todos ao seu redor a pegar a mochila e colocar nas costas, e ter como destino o desconhecido mundo, e de preferência em carreira solo, (sozinho). Risos.

A V for Verônica assim, como assina as suas postagens é escritora de um livro magnífico, em que todos que lêem ficam impactados pelo modo como escreve aproximando o leitor a leitura, tornando-a um papo entre a autora e você mesmo. De uma diversidade cultural invejável, a Verônica vem nos contar um pouco das suas experiências, crescimento, desejos, sensações de se fazer um mochilão.

Sepluganomundo.
Como você descobriu o mochilão? Conte-nos um pouco sobre essa descoberta.

Antes de qualquer coisa, deixem-me dizer que Cid é um rapaz de alma maravilhosa!!! Bem, no meu tempo (hihihhi) início da década de 90, eu viajava meio aventureira, mas não tinha idéia de que isso se chamaria MOCHILÃO. Sempre fui muito independe em viagens, gosto de seguir o meu caminho, no meu tempo e gosto de arriscar conversas com estranhos. Como minha renda era regular, fazia viagens de forma econômica, ficando em hospedagens baratas, aceitando convites de conhecidos para passar a noite em suas casas, ou até dormia durante viagens noturnas em ônibus, ou trens. Este jeito de viajar apresentou para mim uma liberdade “temporária” da qual nunca havia experimentado. Era como se eu fosse suficiente no mundo. Como se tudo realmente fosse dar sempre certo. Uma segurança, uma certeza em mim de que seria mais uma viagem com descobertas maravilhosas e aprendizados para a vida.

Sepluganomundo.
Muitas pessoas, (inclusive eu), gostaria de saber, acerca da vida peregrina, em que é incerto onde se vai dormir, em que lugar, e em uma imersão total em língua, costumes e culturas em um espaço de tempo curto, principalmente tratando-se do continente europeu que nos proporciona essa sensação, poderia nos relatar um pouco sobre essa sensação de não pertencer e estar em contato direto com tudo e todos?

A primeira coisa que você descobre quando chega no seu destino, um país com língua e cultura diferente, é que se você “achava” que falava a língua, descobre rapidinho que aqui falam outro dialeto. Com os dias passando logicamente ficamos mais confiantes e começamos a decifrar as conversas, as placas e, principalmente, os gestos. Dormir em albergues é uma das coisas mais gostosas que acontecem na viagem. As conversas antes de dormir com perfeitos estranhos, misturando todo parco vocabulário que sabemos, preparar sua refeição na cozinha multilingual e multi étnica, convidar ou ser convidado para ir à um museu, uma peça ou um show com alguém que está viajando sozinho, talvez este alguém seja você.

A mudança de país, com culturas tão diferentes, como é o caso da Europa, dá uma sensação de realização, de desenvolvimento da viagem, de mais aprendizado. É quase como uma nova viagem a cada cruzar de fronteira.

Sepluganomundo.
Você já possuía conhecimento de alguma língua estrangeira quando começou a mochilar. O fato de você saber um idioma estrangeiro lhe ajudou de alguma maneira? Tem alguma situação engraçada, ou dramática por só ter um conhecimento meia boca do idioma, ou nenhum? Conte-nos, por favor!

Sem dúvida conhecer bem a língua do local para onde vai viajar é benefício para todos. Tive dificuldades com o húngaro e o polonês. É que por lá era difícil encontrar gente que falasse inglês. Já outros países como a Alemanha, Suiça, Àustria tem mais conpreensão desta língua. A dificuldade nos lugares onde não me entendiam era remediada pela vasta pesquisa que eu havia feito antes de viajar. Assim, perguntaria o mínimo na língua desconhecida. Ainda assim, sem saber falar a língua, levo um mini dicionário de palavras básicas para poder puxar uma conversa ou perguntar alguma coisa mais simples. É bem divertido. Olha, a única situação engraçada que me lembro foi de quando estive nos EUA e uma senhora brasileira que estava na excursão em que eu estava queria comprar Botons. Só que cada vez q ela perguntava o preço dos bótons as atendentes choravam de rir. Eu, naquele momento, não  liguei. Fui ajudar e falei pras moças o que ela queria e as meninas riam mais ainda. Aí disseram: é um “pin” o que a senhora quer. Aí, lembrei da palavra e disse “é isso mesmo”. Meses depois, aqui no Brasil, ouvindo a música do QUEEN “Fat bottomed girls” (garotas bundudas), veio a palavra na minha cabeça e lembrei da situação. Estávamos perguntando o preço das bundas.

Sepluganomundo.
Por quantos países você já mochilou durante sua vida mochileira? Acredito que sejam mais de 20 países, são países totalmente diferentes em cultura, costumes e línguas, como é que você faz para se comunicar em países de língua totalmente diferente da nossa língua, e a qual você não tem nenhum domínio?

Já conheci, assim, pedacinhos de uns 20 países. Isso porque quero aproveitar, enquanto jovem, para andar o máximo possível pelos cantos do mundo e, para quando estiver “experiente”, poder ficar mais tempo em cada país e apreciar com calma os locais que me agradaram. Como disse anteriormente, levo um mini-dicionário básico da língua do país. Eles funcionam! Mas gesticular é o TOP da compreensão e da diversão!!

Sepluganomundo.
Verô, tenho uma pergunta que todos gostariam de saber, até mesmo, quando eu era um simples mortal, eu ficava me perguntando, como as pessoas conseguem viajar tanto.

Eu viajo pouquíssimo. É que cada viagem é intensa. Parecem muitas. Viajo para fora do país a cada três anos, e isso qdo dá a grana. Viajar para fora é mais em conta do que parece. Ainda mais nos dias de hoje. Só que você tem que optar entre comprar um lap top, ou um celular, ou dar entrada em um carro, numa casa, ou viajar e aí postergar um pouquinho seus projetos de longo prazo. Viajar é aprendizado, é rápido e pra levar pra vida toda. A matéria não reage a você como o mundo. Veja sua real necessidade das coisas e arrisque um presente para o espírito: VIAJAR!

Veja também o artigo escrito, pela Verônica Farias, sobre como ajuntar dinheiro para o seu primeiro Mochilão.

Sepluganomundo.
Ao começo da postagem, citei que você é escritora de um livro, e claro que, deixei para você, a missão de nos revelar o nome do mesmo…

Certo, certo! O MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO, o barato de mochilar só, com pouca grana e curtindo muito, surgiu da minha desesperada necessidade de “vomitar” meu desespero em fazer as pessoas experimentar as maravilhas pelas quais eu passei viajando no estilo mochilão. Já havia falado demais com pouco resultado. Quem sabe se escrevendo eu convenceria mais pessoas? Ainda estou na torcida para que dê certo.

Sepluganomundo.
Qual a diferença de um guia de viagens, para o seu livro? Sendo um livro sobre mochilão as pessoas que não curtem a viagem ao “extremo” ou que possuem impossibilidades, o seu livro se encaixa as necessidades dos outros, tais como os citados anteriormente?

Meu livro fornece informações para vocês preparar uma viagem. Assim, você escolhe um local para ir, daí você descobre que tem um livro de mochilão. Quando você começa a ler o livro você também começa e se perguntar o porque de ter escolhido aquele lugar para viajar, começa a querer saber mais sobre ele, ou muda de idéia sobre seu roteiro. Descobre q estava organizando a viagem de forma errada, ou numa época ruim. Percebe que pode levar muito menos coisas na bagagem. Resolve mudar os planos de viagem porque antes achava que era muito caro ir pra tal lugar, mas viajando no estilo mochilão você ainda fica com dinheiro no positivo. O livro faz você enxergar coisas que em uma viagem comum você não atentaria. É quase uma aula de administração de tempo, lugar e dinheiro. Se você tem alguma necessidade especial saiba que a gente vê pessoas como você viajando. Se você tem este desejo e sabe que sozinho não dá, procure um grande amigo e prepare sua viagem com ele por um roteiro onde você tenha facilidades para locomoção, DESCONTOS e ambiente propício. Claro que isto vai demandar pesquisa, mas quando a gente quer, a gente faz acontecer.

Sepluganomundo.

Depois desta entrevista, os leitores que se interessassem pelo seu livro, teriam alguma forma de obtê-lo? As grandes lojas de livros em minha cidade possuem o livro para venda? Você dá palestras sobre o assunto? Como faço para ter uma palestra ministrada por você em minha escola, faculdade, evento…?

Este livro foi uma realização independente minha, lançado pela editora MONTAG que era minha e de minha irmã, e já extinta. Tenho o livro para pronta entrega no Brasil. Os livros só podem ser adquiridos comigo solicitando por e-mail e aproveitando para pedir umas dicas de viagem e me contando sobre seus planos.

Para quem se interessar em adquirir um exemplar é so mandar um e-mail para veronicafs_8@hotmail.com, assunto: LIVRO e mandar os dados do depósito junto com o endereço para envio e nome para dedicatória.

BANCO BRADESCO

VERÔNICA FARIAS DOS SANTOS
AG.3130-5
CONTA. 50546-3

Sepluganomundo.
Para concluir essa entrevista, gostaria de saber se existe a possibilidade da produção de um segundo livro relacionado à área?
Existe sim. Concluindo a venda de todos os exemplares deste livro, pretendo fazer uma viagem solo e outra acompanhada do namorado para poder falar de mais experiências e de como lidar com as novas situações. Falarei desde como juntei a grana até as dificuldades da viagem, que acho que são o ponto alto para que tem medo de experimentar uma viagem neste estilo. Desta vez procurarei um editora.
Sepluganomundo.
Juro que está será a última: que palavras vocês daria aos aspirantes a mochileiros que tem vontade, mas que tem medo?

“People are all alike everywhere. Why worry?”

Sepluganomundo.
Grato, pela sua disponibilidade em responder a esta entrevista. Sucesso!
TOda sorte para você Cid, que certamente terá um futuro cheio de felicidades e pessoas boas a sua volta, porque o bem atrai o bem.
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Administrador e Editor Geral do conteúdo do Blog. Graduado em Letras com Inglês, formação técnica em Turismo e Hotelaria, com certificação internacional pela International Cultural Center (ICC); É apaixonado pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Fala Inglês e Espanhol. Adora viajar de forma independente, mas, sem dispensar a companhia de sua companheira, e sua grande admiradora, a mãe!

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